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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Família: Neca querida!


Eu, privilegiada, tenho um "anjo" na minha vida. Amiga, companheira constante e muito querida, alegrando-me e ajudando-me sempre, com muito amor.
Maria - a "Neca". Companheira fiel na educação e acompanhando até hoje a vida de meus filhos. Você é a irmã, a mãe e a Tia Neca na vida deles (e de todos os sobrinhos!)
Como fui feliz quando você, pequena, rechonchudinha, de pernas tortinhas de criança, correu ao meu encontro na casa de minha avó, de braços abertos, sorriso na face, dizendo: "Zia, zia!" e me abraçando afetuosamente, sem querer sair dos meus braços!...
Pronto! Tomou conta do meu coração! Bendita hora!!!
Sua mãe, pensando num futuro melhor, foi para São Paulo e deixou você comigo. Obrigada, meu Deus!
Maria, filha e companheira fiel de mamãe para que não ficasse sozinha, já com todos os filhos casados. E mamãe fazia questão do nome "Mãe Quita", como você a chamava. Você foi uma filha muito querida da Mãe Quita.
Depois, veio ajudar-me a criar os 2 filhos que tive, pois eu lecionava em 3 turnos e não podia ficar em casa. Aí, para André, Evelyne, René e os sobrinhos, virou "tia Neca", lembra-se?
Como me ajudou! Cuidou de nós com desvelo, e também dos sobrinhos quando moraram conosco, amando-nos e enriquecendo nossas vidas.
Maria Neca é o elo de ligação, até hoje, entre todos os irmãos. Com visitas, notícias, presença constante entre todos trazendo-nos sempre também o carinho da própria família que formou. Quero estar presente na suas Bodas de Ouro, a festa da Bodas de Rubi deixou saudades!...
Cuide-se bem! Sua vida é preciosa para todos nós!
Maria, você é meu presente de Deus!
Obrigada Maria! Obrigada meu Deus!

Apresentação bem-humorada nas Bodas de Rubi de Maria e Hércules.

Obrigada Maria: amiga, filha, irmã, tia... anjo enviado por Deus!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Família: Pai, Mãe e...


Na minha longa jornada tenho encontrado muitas pessoas que me estenderam a mão, ajudando-me na caminhada.
Entre elas, com muito orgulho, guardo na lembrança seus exemplos: meu querido Pai e minha Mãe guerreira. Sem me esquecer do Dr. Lucas, nosso vizinho, que da janela de seu sobrado, vendo-me dar "aulas" para tocos de lenha, no nosso quintal, fez questão de custear meus estudos com uma bolsa pródiga, que muito me ajudou!

Meu pai, "Seu" Arthur
Meu querido Pai, "Seu Arthur", que morreu ainda jovem de pneumonia (naquela época, sem antibióticos, era chamada de "mal dos sete dias": quem sobrevivia os 7 dias, livrava-se dela, os que não aguentavam, morriam), era muito querido, com muitos amigos que choraram conosco sua morte prematura.

Eu, quando tinha 5 anos, muito interessada, acompanhava as "aulas" do meu pai para meus 2 irmãos mais velhos, orientando-os nas tarefas de casa. Com carinho ensinou-me a ler, a pesquisar nos mapas e dicionários - a minha paixão!
E sabem do que ele mais gostava?
Era de deitar na cama do casal com os filhos ao redor, depois do serviço, e contar estórias do passado, dos amigos e parentes - isto formou um vínculo muito forte entre todos nós.
Quando ele faleceu, em 1935, eu tinha de 7 para 8 anos. E, graças a ele, por já saber ler e escrever, pulei o 1º ano e entrei direto na 2ª série.
Papai era o amigo que nos escutava, incentivava e amava com seu grande coração. Ai, quanta saudade...
Infelizmente, quando jovem, eu tinha inveja das minhas amigas que tinham seus pais, eu também queria o meu!
Mas Dª Maria Julieta Ramos, minha mãe (ou Dª Mariquita, para os íntimos), não nos deixou entregue à tristeza!

Minha Mãe: Dª Mariquita (aos 80 anos!)
Com garra, amor, coragem e competência, criou os 6 filhos, ganhando a vida como professora, "crocheteira" e cozinheira para recepções e casamentos. Sempre ativa, atenta, cobrando nossas faltas e elogiando nossas vitórias.

Dª Mariquita, quanta saudade!...
Uma vez em que eu reclamava por não ter pai, ela me disse:
- Agradeça a Deus! Ele sabe o que faz. Já pensou seu pai viúvo, com 6 filhos com idades enfileiradas, trabalhando fora? Logo arranjaria uma "madrasta" para ajudá-lo na educação de vocês! O que você acha melhor: uma "madrasta" para ajudá-lo na educação de vocês ou a "mãe" que os ama e quer o melhor para vocês?
E olhe só: ela conseguiu! Com esforço e uma boa dose de sacrifício, criou a família, todos formados, casados e somos unidos até hoje!
Obrigada Mamãe, eu te amo muito, muito Dª Mariquita!
E os irmãos são amigos especiais, companheiros e sustentáculos nas dificuldades desta longa jornada.
Sou feliz por ter uma família unida e amiga!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Para Paulo e Mª Luiza


Meu irmão Paulo está passando por uma série de exames, por questões de saúde e naturais da idade. Nós temos orado, pedindo a Deus forças e vontade de viver para ele. É natural que a família fique preocupada.
Então enviei para o Paulo umas mensagens para fortalecer o espírito e esta carta para minha cunhada:

Mª Luiza,
Deus, depois que fez o Homem, resolveu aprimorar e fez seu projeto mais importante: A Mulher!
Ela seria presença em todos os atos da humanidade: seria a Mãe de Jesus Cristo!
Então nos fez da costela. Por que? Porque ela é curva, forte e limpa. 
Curva para abrigar o coração (amor).
Forte para suportar e ajudar a resolver os problemas, sempre sendo o elo de união da família
Limpa porque tem fé, esperança, amor à vida e a Deus!
Sabe o que eu dizia sempre para minhas alunas, quando choravam ou se entregavam às decepções, para valorizar a Mulher?
- Não chorem! Se lágrima valesse alguma coisa, cairia no bolso! 
O Ser Humano, a começar das crianças e terminar nos idosos, sempre vão depender de nós.
Então sejamos fortes, alegres, cheias de amor e agradecidas a Deus pelo dia-a-dia de nossas vidas, porque nossa missão se espelha na vida de Maria - nossa Mãe de Misericórdia.
Eu faço minhas orações agradecendo e pedindo forças e proteção divina pela nossa missão e pelas nossas famílias. 
Esta é a força que peço para você, Paulo e família. Que Deus os proteja e abençoe.
Amém,                                   
Luzia     
               

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Cozinhar é uma arte!


Quando meu pai faleceu eu era ainda menina, uns 7 anos. Éramos 6 irmãos (3 meninas e 3 meninos). Minha mãe, viúva ainda moça, não quis casar-se novamente. Criou os filhos sozinha! Mas todos nós tínhamos que ajudar nas tarefas de casa, já que ela saia o dia todo para dar aulas, como professora.
Uma das funções dadas por mamãe, durante minha infância e juventude, era cozinhar. Não gostava! Durante a "minha semana" os irmãos diziam:
- A "gororoba" está pronta! Quem se arrisca?
Eu chegava a pagar as irmãs para que cozinhassem no meu lutar...
Um belo dia resolvi mudar! Comecei a ler e colecionar receitas, sempre tentando inová-las com alguma "pitada" de tempero diferente. E não é que acertava?!... Adeus "gororoba"... (mas guardava os "segredos" a sete chaves!)
Nisto, minha irmã fica noiva e a família do noivo veio almoçar na nossa casa. Fiz a sobremesa: um pavê. Minha irmã se "assenhorou" dele, como se tivesse sido ela quem preparou.
A futura sogra provou e disse a ela:
- Está uma delícia! Você quem fez? Quero a receita!
E logo providencia lápis e papel para ela escrever a receita...
Minha irmã ficou apurada, sem saber o que fazer. Salvei a situação dizendo:
- Esta receita era da minha avó, e nós lhe prometemos guardá-la em família, para ela ser sempre lembrada...
É claro que a sogra depois ficou sabendo a verdade, e nós trocamos muitas boas receitas e boas risadas!... :)


PAVÊ DELICIOSO

ü  500g de biscoito champanhe
ü  300g de açúcar
ü  250g de manteiga sem sal
ü  200g de amêndoas sem casca
ü  300g de frutas cristalizadas
ü  1 lata de creme de leite
ü  2 gemas
ü  1 dose de vinho ou outra bebida

Bata a manteiga até virar creme. Ponha o açúcar, as gemas e continue a bater. Ponha as frutas picadas, as amêndoas moídas e o creme de leite.
Molhe os biscoitos no leite com o vinho.
Faça camadas: 1 de biscoito, 1 de creme.
Leve ao congelador até ficar firme. Desenforme e cubra com creme ou outra cobertura a gosto. Enfeite a torta com pedaços de frutas cristalizadas.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Infância, quantas lembranças...

Nós éramos 6: 
Eu era a filha mais velha, entre as meninas, e tinha quase 8 anos quando mamãe ficou viúva. Ela voltou a lecionar para criar os filhos, e distribuía "funções" semanais para casa um de nós.
Eu tinha que fazer os pratos para os irmãos. Um dos irmãos vinha me "ajudar", isto é, tirava o melhor pedaço para ele e repartia o que sobrava. Fui reclamar com mamãe que me disse:
- Quem parte, reparte. Se não fica com a melhor parte, ou é bobo ou não tem arte! Cumpra bem sua obrigação que os resultados sempre lhe serão favoráveis.
Aprendi.



Esta lembrança é engraçada:
Numa festa de aniversário havia um mágico que hipnotizava. Ninguém queria ir para demonstrar. Eu me apresentei. Nisto, quando eu já tinha entrado em transe, meu irmão diz ao mágico:
- Peça para ela tocar piano Luna!
Ele pediu e eu me abaixei e comecei a soprar forte a abanar com as mãos. Risada geral...
O mágico bateu palmas para tirar-me do transe e pediu-me para tocar piano: e eu desta vez faço os movimentos "tradicionais" com as mãos e os dedos de quem dedilha um teclado imaginário.
Ele então me conta o que fiz e pergunta:
- Por que você soprou e abanou na primeira vez?
Saí correndo atrás do moleque (meu irmão), mas ele foi mais rápido!
Luna era a marca do nosso fogão à lenha, e uma das minhas "funções" era acendê-lo. Eu dizia para as amigas:
- Está na hora de tocar piano!
Todas tinham aulas de balé, francês, pintura, ginástica e eu, é claro, não podia deixar por menos. Tocava "piano" Luna! Por que não?


Mais uma lembrança que guardo com carinho:
Entrei para o Instituto de Educação com apenas 10 anos. Tinha horror à matemática e seus teoremas. Todos os dias, antes das aulas começarem, passava na Igreja da Boa Viagem e pedia a Deus para Dª Helena, minha professora de matemática, ter "dor de barriga" e assim não poder ir à aula. Que decepção!... Ela sempre estava presente na sala nos aguardando para começar a aula... 
Quando as aulas terminavam, passava de novo na igreja e "reclamava": 
- O Senhor não me ouviu? Será que falei tão baixinho assim?
Um dia, Dª Helena, vendo-me na igreja, perguntou brincando:
- O que está pedindo a Deus? Um namorado?
Fiquei sem jeito mas acabei contando meu pedido, e ela, para minha surpresa, deu uma boa risada!
Sabem o que fez? Começou a levar-me para sua casa após as aulas e trabalhar comigo na matemática, que passou a ser minha matéria preferida!
Aprendi, com ela, a dar atenção aos alunos com dificuldades e sempre os trouxe para estudar em casa. Habito que conservo até hoje!
Mas não me esqueci de desculpar-me com Deus e ter Dª Helena nas minhas orações e no meu coração!



quarta-feira, 11 de abril de 2012

Filhos, sempre filhos II


Fazendo um acróstico para o André, Evelyne "enciumada" (ela jura que não!) nos chamou de P.S. (acróstico para "puxa-saco", segundo ela, rsrs...)

Então lhe disse: "queria fazer um para você também, mas seu nome é difícil! Não sei palavra com "Y"...."
Ela me respondeu: "Eu sei... Yes!"
Pronto! Não tenho desculpas, lá vai um acróstico para Evelyne e para Mirian também!
Elas merecem, até 2!



EVELYNE

Eu sempre quis uma filha.
Vivia pedindo a Deus!
E num milagre: nasceste!
Linda, inteligente e amiga
Yes - e poliglota também!
No nosso espaço familiar
Es a estrela que nos ilumina

Entre todas as crianças
Você venceu sempre com
Energia, graça,
Luz e inteligência!
Yes - você é forte e valente,
Nasceu para lutar e vencer!
E ser a filha amiga, que tanto admiro.



MIRIAN

Mais que nora, és filha
Igual André e Evelyne:
Reinas no meu coração
Independente da distância
Amada, querida amiga
Nossa fonte de orgulho e inspiração!

Mais que mulher - és Mãe
Incrível personalidade!
Realista, inteligente e presente
Instigando marido e filhos queridos
A conquistar vitórias e sucessos
No dia-a-dia de suas vidas. Parabéns!


O meu abraço para vocês, André, Evelyne, Mirian, Arthur e Davi!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Cunhadas... (2)

A cunhada da postagem anterior, dona de um coração de ouro, uma alegria e um bom-humor contagiantes. E sempre disposta a ajudar a família e os amigos.

Mas, visualmente falando, uma perfeita 'perua'. Sempre elegante, com as melhores roupas, acompanhadas dos melhores acessórios como bolsa chique, salto alto, muitas jóias. Cabelo e maquiagem sempre impecáveis. Perfume, só francês!

Certa vez, estando ela no Rio de Janeiro a passeio, nem me lembro o motivo mas ela tomou um ônibus para ir a algum lugar da cidade. O ônibus estava meio cheio e ela teve que se conformar a viajar em pé, equilibrando-se no corredor.

No meio do percurso um rapaz esbarra nela e ela dá falta do seu relógio de pulso, caríssimo. Na mesma hora, ela teve uma brilhante idéia: encosta o dedo em riste por dentro do bolso de seu casaco elegantíssimo nas costas do rapaz e fala baixinho no seu ouvido:

- Calado! Coloque o relógio no meu bolso, senão eu atiro!

O rapaz obedece imediatamente, coloca o relógio no outro bolso do casaco que ela vestia, vai o mais depressa que pode para a porta do ônibus, dá o sinal e desce correndo.

Ela fica orgulhosa da forma como resolveu tão facilmente mais um assalto a uma mulher indefesa na terrível cidade do Rio de Janeiro.


Chegando em "casa" ela descobre, horrorizada, o seu relógio onde o havia deixado: na mesinha de cabeceira!

E o que estava no seu bolso? Era um relógio simples, desses que se compra no camelô, provavelmente do próprio rapaz...

Até hoje dou risada quando penso no susto do rapaz ao ser 'assaltado' em pleno ônibus por uma perua cheirosa e super-bem vestida, mas perigosa e armada! Deve ter rendido muito esta históra entre seus conhecidos.... :)

sexta-feira, 2 de março de 2012

Cunhadas... (1)

Adoro minhas cunhadas! São irmãs, sempre amigas, e foram verdadeiras 'filhas' da minha mãe!

Uma cunhada, certa vez, foi à Argentina e lembrou de comprar umas camisetas para trazer de lembrança para os sobrinhos.

- Quero importadas! - diz ela.

Escolheu as que gostou mais, pagou a conta e pediu ao atendente do caixa:

- Por favor, quiero sacuelas.

- Como? - pergunta o atendente sem entender...

- Sacuelas, sacuelitas!!! Para poner las compras! - ela explica fazendo gestos, achando que era má-vontade do antendente em entender seu espanhol "perfeito"...

- Ah!... Sacolas!... disse o atendente quando finalmente entendeu o que ela queria pela mímica que ela fez...

E as tais camisetas?

Quando chegou ao Brasil e foi dá-las de presente é que se deu conta: eram todas da Hering. Fabricadas no Brasil. Sem dúvida nenhuma, do ponto de vista dos argentinos, eram importadas... :)