sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sucesso é alegria!



Meu irmão Paulo, escritor premiado, diz que tenho o dom de lecionar, de ensinar para os jovens... (Obrigada!)
Pensando nisto, lembrei-me que, de fato, gostava de ser professora e até hoje ajudo os jovens da vizinhança nos seus trabalhos escolares e com aulas particulares, de graça.
E fico feliz com o sucesso deles!
Um desses alunos foi o Anderson.
Ele era um menino levado e não se interessava pelos estudos. Trouxe-o para estudar comigo e perguntei-lhe:
- Que pessoa é mais importante na sua vida? 
- Meus pais! - disse.
- Você está errado. A pessoa mais importante na sua vida é você! A vida é sua, o futuro é seu, a liberdade é sua e as oportunidades também. O que você tem feito para aproveitá-las bem?
Ele, naturalmente, não soube responder.
- Bem, vou ajudá-lo, mas exijo frequência, observação dos horários e responsabilidade.
O garoto tomou gosto pelos estudos, começou a trazer colegas para aproveitarem a tranquilidade do ambiente e a minha biblioteca - que não é nada pequena! E liderava os colegas para que não perdessem tempo com conversas!...
Passou direto no vestibular da Universidade Federal de Uberlândia. Atualmente, quase formado, tem sua própria empresa e até já comprou um carro 0Km!
A mãe um dia reclamou que ele adquiriu um "vício": de gostar de ler...
- Ele está sempre gastando dinheiro para comprar novos livros!
- Que bom! - disse eu - Amém!!! Este "vício" eu também passei para os meus filhos e meus netos.

Depois de um tempo, a mãe dele, seguindo o exemplo do filho, fez o supletivo, passou no vestibular para Pedagogia e, sempre que possível, dou uma "força" nas suas pesquisas e trabalhos escolares. 

Fico muito feliz quando esse "vício" pega! ;)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Madre Teresa de Calcutá


Sempre admirei o trabalho incansável e carinhoso da Madre Teresa de Calcutá com os pobrezinhos.
Apesar da fragilidade e doenças, era incansável, sempre presença e esperança dos necessitados.
Lendo Ágape, do Padre Marcelo Rossi, encontro esta preciosidade de M.e. Tereza, é o seu poema da paz e do amor:
O dia mais belo?
Hoje
A coisa mais fácil?
Equivocar-se
O erro maior?
Abandonar-se
A raiz de todos os males?
O egoísmo
A distração mais bela?
O trabalho
A pior derrota?
O desalento
Os melhores professores?
As crianças
A primeira necessidade?
Comunicar-se
O que mais faz feliz?
Ser útil aos demais
O mistério maior?
A morte
O pior defeito?
O mau-humor
A coisa mais perigosa?
A mentira
O sentimento pior?
O rancor
O presente mais belo?
O perdão
O mais imprescindível?
O lar
A estrada mais rápida?
O caminho correto
A sensação mais grata?
A paz interior
O resguardo mais eficaz?
O sorriso
O melhor remédio?
O otimismo
A maior satisfação?
O dever cumprido
A força mais potente do mundo?
A fé
As pessoas mais necessárias?
Os pais
A coisa mais bela de todas?
O amor.

Este poema nos leva a refletir, fazer um exame de consciência e procurar melhorar, e ajudar os necessitados!
Bendita Beata Madre Teresa de Calcutá!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Mula sem cabeça


No interior de Minas, no tempo em que eu lecionava, as pessoas acreditavam em seres fantásticos, e tinham muito medo deles.
Lendo Monteiro Lobato para os alunos, comentamos sobre o Saci Pererê e outros personagens como Mula Sem Cabeça, Boto Cor de Rosa, Sereias, Dragões, etc.
Figuras produzidas pelo medo, na escuridão e solidão... Por que não aparecem na luz do dia?
No dia seguinte uma mãe pede licença, entra na sala e diz:
- Dª Luzia, me desculpe, mas sou testemunha que "Mula Sem Cabeça" existe. Eu vi! É HOR-RÍ-VEL!! Ela soltava fogo pelas ventas e corria atrás de mim pela casa toda. Tive muitos pesadelos por cause disto!...
Agradeci o "testemunho" e perguntei:
- Onde e quando a senhora viu?
- Na fazenda, à noite, quanto eu estava sozinha em casa.
Quando ela saiu, eu disse aos alunos:
- Não vou duvidar de Dª Maria. Ela "realmente" viu na sua imaginação: o medo era tão forte que lhe pareceu real.
Como uma mula "sem cabeça" pode soltar fogo pelas "ventas"? Ventas são narinas, por onde respiramos! Como pode correr e perseguir alguém sem olhos para ver por onde vai, ou ouvidos para ouvir os sons da sua "vítima"? Como soltaria todo aquele fogo e não queimaria a casa toda? Como uma mula correndo pela casa pode não fazer barulho e sumir de repente? 
Você já viu uma? Pode confirmar que é real?
Quando eu era criança acreditava e tinha medo do Cundum Zererê. Ele fazia barulho no teto e cantava para meninos que não queriam dormir:
Cundum Zererê
Cundum Zererê
Tudo que for de carninha [carne]
passe pra cá
que eu quero papar!
E batia forte no teto. Eu, heim!... Dormia logo!....
Até hoje não gosto de barulhos noturnos e procuro dormir rapidamente... rsrs...
Achei este vídeo com uma música do "Cundum Zererê" no Youtube. É diferente da que eu conheço, mas igualmente assustadora! :) 
Assista por sua conta e risco, hehe...

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sonhos... são premonição?

Há muitos anos, quando eu ainda era solteira, um sobrinho de um cunhado pediu-me para ensiná-lo a dançar, pois haveria um baile para sua formatura no ginásio (ensino médio).
É claro que dançamos bastante.
Ele, agradecido, convidou-me para dançar a valsa da formatura no colégio, lá em Formiga, MG. O baile seria em um sábado à noite.
Comprei passagem para o ônibus que sairia de BH às 8 hs da manhã, e levaria + ou - 6 horas de viagem em estrada de terra! Mas chegaria a tempo.
À noite tive um sonho impressionante:
Sonhei que perdera o ônibus, meu irmão ajudou-me levando de carro para o  alcançarmos. Conseguimos alcançá-lo na Cidade Industrial. Entrei e sentei no primeiro lugar, perto da janela. Em Betim, um sacerdote entra e senta-se na poltrona ao meu lado. O ônibus parte velozmente e antes de chegar a Formiga ocorre um acidente, eu quebro as 2 pernas e não posso dançar.
Acordo preocupada!
Não é que aconteceu assim:
Perco o ônibus, pela demora do meu irmão em levar-me à Rodoviária. Saímos atrás do ônibus e o alcançamos na Cidade Industrial. Sento-me no 1º lugar. Em Betim, um padre entra e senta ao meu lado. Me vê muito nervosa e preocupada e eu lhe conto meu sonho.
- Minha filha, você acredita em Deus e na Sua proteção? Vou rezar durante toda a viagem, para Deus nos proteger.
Tudo correu bem, até o trevo de Formiga. Aí o motorista perdeu o controle da direção e entramos num atoleiro com pneus furados. Felizmente sem vítimas nem feridos!
O trocador teve que pedir carona, na estrada, para ir à Formiga e trazer outro ônibus para nos levar. Isto demorou prá caramba! Na época não existia o bendito celular, que resolveria de imediato a situação...
Conclusão: Não quebrei as pernas, felizmente! Mas também não consegui chegar a tempo no baile e não pude dançar...
Já de volta em casa, contei o ocorrido para minha mãe, que me disse:
- Viu? Você não acredita em sonhos! Bem que foi avisada... Agradeça sempre a Deus o final feliz desta história! Se eu soubesse do sonho, não deixaria você viajar!

O que vocês acham? Aviso? Coincidência? Sorte? Proteção? Premonição?
Sou muito grata ao sacerdote e a Deus pelo final feliz, bem diferente do meu sonho. Mas bem que fiquei frustrada por não poder dançar a valsa... :)
A verdade é que as orações foram tão fortes que até hoje sinto-me protegida nas viagens que faço. 
E agradeço muito a Deus, aos Santos e Anjos pela proteção e ao sacerdote, meu companheiro naquela experiência com final feliz!


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Toda educação é válida?

Como diretora numa escola no Triângulo Mineiro, recebia alunos da periferia e das fazendas.
Durante a época da colheita era comum uma ou outra aluna adolescente, da 4ª série, engravidar e parar de estudar.
Muitos alunos não tinham registro e nem sabiam o nome do pai.
Triste realidade até hoje!
Então resolvi dar aulas de Educação Sexual, com auxílio de uma enfermeira, para as meninas.
Os meninos eram liberados durante esta aula para irem jogar futebol.
As aulas eram interessantes e até a professora da 4ª série, casada, comentou:
- Nossa, quanta coisa eu aprendi!
Levei as alunas a se valorizarem como pessoa, a defender o corpo e a entender a importância de ser mulher! Não houve uma única adolescente grávida durante toda a minha gestão!
O interessante é que os meninos ficaram curiosos e insatisfeitos. Havíamos combinado com as meninas de não contarem para os meninos sobre o conteúdo das aulas, só podiam comentar com a mãe e com as irmãs mais velhas.
Os meninos então foram todos juntos ao meu gabinete e pediram:
- Queremos aula especial! Pode?
- Sim - respondi. - Vou cuidar disto.
Conversei com um médico do Pronto Socorro e ele mandou um enfermeiro para conversar com os alunos. Os alunos se comprometeram a não fazer brincadeiras nem comentários maliciosos.
E não é que o comportamento deles melhorou sensivelmente com as colegas?!
Mas houve mães que reclamaram... Diziam que eu estava ensinando bobagens para as filhas!...
O que mais eu podia fazer? Interrompi as aulas.
Jesus, com sua inteligência, bondade e iluminado pelo Espírito Santo não conseguiu agradar a todos. Eu é que não conseguiria!...


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Oportunidades


Em casa, comentei que não se acha mais moedas na rua (o dinheiro anda escasso!), é só tampa de cerveja... Bem que eu gostaria de continuar encontrando moedinhas da sorte (e dinheiro!) na rua!
Minha filha riu e me contou esta estória:
"Na área em que vivia uma senhora muito devota, ocorre uma enchente. Assim que a enchente começa, um vizinho seu passa de camionete e oferece para levá-la. Ela recusa e diz:
- Jesus vai me salvar!
A enchente aumenta, o nível das águas sobe e ela é forçada a ir para o telhado da casa. Passa um bote de resgate e propõe levá-la. Ela recusa e diz:
- Jesus vai me salvar!
O rio sobe ainda mais, só resta uma tirinha do telhado sobre a água. Passa um helicóptero e querem tirá-la de lá, mas ela recusa e diz:
- Jesus vai me salvar!
Infelizmente a boa senhora não escapa e morre afogada. No paraíso, a primeira coisa que faz é ir queixar-se com Jesus:
- O Senhor NÃO me salvou! Rezei tanto, só tive bons pensamentos e nem assim mereci ser salva?!!!
- Como assim? Eu lhe enviei uma camionete, um barco, e até um helicóptero e a senhora não aceitou nenhum!!?!..."
- Sabe, "Dª Luzia", isto já aconteceu com a senhora: ofereceram ações da Skol no início da empresa e a senhora recusou. Depois, sonhou com um bilhete premiado que não quis comprar. Um caixa eletrônico deu dinheiro a mais e você devolveu para o gerente que nem sabia o que fazer com ele!!! A senhora pede, mas quando recebe, não aceita! Já foram pelo menos 3 oportunidades perdidas...
Eu lhe respondi:
- Minha sábia Mãe dizia que não há 1 sem 2, o 2 sem o 3, o 3 sem o 4... sempre há uma sucessão de eventos e de oportunidades!
Oba! O 3 sem o 4? Lá vem a 4ª oportunidade! Vou ficar esperta desta vez!!!... Será?... :)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Aluna versus Professor


No Instituto de Educação cada aula tomava dois horários seguidos. O professor falava sem parar, com grande conhecimento filosófico. Só que as colegas às vezes ficavam "boiando" (não entendiam).
Uma delas, irmã de caridade, vinculada a um orfanato lá para os lados de Ouro Preto, fazia o curso de Administração Escolar para que o orfanato tivesse direito a receber benefícios do governo e também para poder organizar o curso primário para os órfãos.
Era a mais velha da turma e com pouca experiência profissional de ensino.
Na prova final de filosofia, ela precisava de nota para poder passar. Combinamos então trocar as provas, ela assinando a minha, já toda respondida.
O professor percebeu algo, tomou a "minha" prova e disse: a senhora ficará para o exame oral. Eu já tinha nota para passar na matéria, e não me preocupei com isso.
Este exame era feito por uma banca de 2 professores assistindo e o catedrático da matéria.
Reservadamente, ele me chamou a atenção pelo "delito" cometido.
- É, professor, peço desculpas. A filosofia nos dá sabedoria, amor à verdade... Mas onde fica a ajuda a quem precisa?
No dia do exame um dos professores mandou-me escolher um número para a pergunta que seria feita.
- Todos, por favor - respondi. - Eu ficarei feliz se souber responder. As aulas de filosofia foram ótimas! (Nossa, quanta arrogância!... rsrs...)
Um olhou para o outro, sem saber bem o que fazer;  meu professor deu uma risadinha e me fez uma pergunta sobre Sócrates. Respondi e ele se diz satisfeito.
Mas quem ficou mesmo feliz foi a irmã Isaura, que se formou e conseguiu realizar o sonho de ter a escola no orfanato.
Aí entendi porque todo aluno gosta de "questionar" quando está errado e quer ter razão. O professor não dá oportunidade ao aluno de explicar "a fundo" o acontecido... O motivo às vezes é para o bem!...