sábado, 14 de janeiro de 2012

Outra de filhos (4)

   Os filhos sempre nos surpreendem!...
   André era muito enjoado para comida. Não gostava de cebola e cheiro-verde, que chamava de "gogóia".
- Aí tem gogóia, não quero!
   Mas gostava de espinafre.
   Certo dia, fiz bolinhos de espinafre para o almoço. Coloquei 2 no pratinho do garoto.
- Não quero isto! Tire do prato!!
- Como assim? Você gosta tanto de espinafre!...
  E eu cantava para ele:
- "Eu sou o marinheiro Popeye" - e levantava os braços, o que ele imitava direitinho!
  Nervosa, disse-lhe:
- Vai ficar sentado aí até comer os bolinhos!
   Saí da cozinha. Quando voltei, o prato estava vazio.
- Pode sair do castigo, André.
   Mais tarde, a ajudante me contou:
- Fui eu que comi os bolinhos. O André, nervoso, me contou que não queria ser feio, de braços tortos e gritador... Nada de ser Popeye, nunca mais!
   Isso porque pela manhã ele finalmente tinha assistido um desenho do Popeye junto com sua turminha da escola e não gostou nem um pouco do que viu... :)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Auto-estima


De quem você mais gosta?
De quem eu mais gosto é de mim!
É necessário amar a si mesmo para se doar aos outros.
O amor profundo de si mesmo sai de si para ajudar os outros e dar o que a gente tem de melhor.
Para isto, temos que confiar na auto-estima: é quando reconhecemos o que temos de melhor que somos capazes de oferecer estas qualidades aos outros. Assim nos sentimos realizados!
Lute pelos seus direitos, cumpra suas responsabilidades, e conquiste seu auto-respeito.
Também devemos ter auto-aceitação: começa com a aceitação biológica, da 'raça', do corpo, do sexo, e das características individuais. 

Auto-avaliação é:
Eu existo, estou vivo
É importante existir
Sou importante!

As pessoas que estão bem consigo mesmas transmitem alegria, entusiasmo e gratidão!

Pense nisto, por favor.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Trabalho e prazer


  
    O trabalho é uma benção!
    Quem trabalha está sempre ativo, tem responsabilidades e aprende com os erros a se superar.
    Eu digo sempre: o trabalho é ocupação, é valorização da vida.
    O trabalho não é fácil, senão seu nome não seria trabalho, seria prazer!
    Por favor, não misture trabalho com prazer! O prazer também nos dá problemas, e muitos: econômicos, físicos, emocionais. E cansa tanto quanto o trabalho.
    Mas o trabalho tem suas compensações: dinheiro e férias - enquanto o prazer, oh! o prazer... muitas vezes nos traz dívidas.
    O trabalho, entremeado com os prazeres materiais, familiares, emocionais, físicos, é que nos faz valorizar estes momentos preciosos.
    Trabalhem felizes e tenham a satisfação do trabalho realizado e dos prazeres conquistados!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Pensamentos...

                                             Senhor, que 
                                                         eu multiplique 
                                                                    gestos de sabedoria.

É preciso ter no coração o desejo de crescer.

Diz Lao Tsé: "Aquele que domina os outros é forte. Aquele que domina a si mesmo é poderoso"

Se você não domina o hábito, o hábito acaba dominando você.

Conserve seu coração livre de ódio, a mente livre de ansiedade. Encha sua vida com amor. Espalhe luz!

"Ainda que um copo d'água baste ao sedento, o rio se oferece todo. Por isso ele canta". Tagore

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Gritos de Socorro!

Ah, tem uma sobre Redação:

    No início de minha carreira, já procurava inovar aulas com novas técnicas de didática. Comprei na época um livro que dava idéias para vários tipos de redação.
    Escolhi logo um que me encantou:

"Escreva uma estória com estas palavras:
Noite escura, raios e trovões, tempestades, vento forte, navio, mar revolto, socorro..."

Quando comecei a corrigir as redações, vi esta "maravilha" que começava assim:

        "Era uma noite de tempestade. Tinha ventos fortes, raios e trovões. 
         De repente ouviu-se gritos de socorro...
         Era um navio que gritava do alto da montanha! Coitado!..."


    Chego brava na frente do 'engraçadinho', quase esfregando o papel no nariz dele!
- Isto é coisa que se escreva?
    Ele, inocente, me pergunta:
- Mas professora.... o que é "navio"?

    Caí em mim... Em Minas, pleno interior do Brasil, longe do mar, sem televisão (na época), pouco acesso a cinemas, um navio bem que poderia gritar por socorro...

    A partir daí comecei a valorizar toda redação, desde que tivesse princípio, meio e fim. O que importa é a criatividade e o português correto.

    Aprendi a verificar e ensinar sobre toda palavra fora do contexto do aluno. O uso de dicionário na sala e até durante provas era incentivado. Com isso, criei bons leitores e bons escritores.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Outra de Filhos (3)

Apesar do meu 'mau' exemplo anterior, parece que meus filhos absorveram mais lições de coragem do que eu imaginava...

Por exemplo, Evelyne sempre decidida, resolvia seus problemas sozinha e sem drama. Uma vez, levei uma hóspede para conhecer a fazenda de meu cunhado. Chovera muito e, na volta, o carro ficou atolado até o carro de boi vir nos ajudar e resgatar. Com isto, atrasamos o retorno... Normalmente eu chegaria em casa no horário da minha caçula voltar da escola, coincidindo com a hora da ajudante sair pois estudava à noite e morava longe.

- Sua mãe já está chegando, disse ela.

Como eu demorei mais do que o costume, Evelyne (na época com um 6~7 anos) tomou suas providências: pegou o telefone e ligou para minha irmã (sua madrinha), perguntando por mim.

- Estou sozinha! Mamãe sumiu...
- Já vou para te buscar. Espere-me.
- Não tem problema, tia. Já abri toda a casa e acendi todas as luzes. Se algum ladrão chegar eu vou ver logo e tenho por onde sair!

Que coragem! É claro que minha irmã ficou com ela até chegarmos, e demos boas risadas... :)

domingo, 8 de janeiro de 2012

Mãe Coragem...

Medrosa, eu? Nunca!!! :)

   Quando mudamos para Ituiutaba, MG, René (meu marido) trabalhava com meu cunhado na fazenda deste e por vezes ficava por lá toda a semana, só voltando no fim-de-semana. Ficávamos eu, André e Evelyne sozinhos.
   Eu, da capital, estranhava muito as coisas do interior.
   Uma noite, bem tarde, escutei gritos da vizinha:
- Ladrão! Você está me roubando! Chega! Chamem a polícia! Polícia?!?!?!  Socorro!!!!
   Eu, mais que depressa, coloquei as crianças debaixo da minha cama e fiquei junto pedindo silêncio.
   E os gritos e a batedeira continuaram.
   Nisto, ouço pisadas fortes em volta da casa! Aí o medo aperta e nem imaginam o que me aconteceu...



   Passado algum tempo, vendo que o silêncio voltava, tomei coragem: acendi a luz, dei a volta pela casa (por dentro) e, como estava tudo na paz do Senhor, voltamos a dormir.

   No dia seguinte pergunto à vizinha o que tinha acontecido.
- Fiquei aflita! - disse a ela.
  Depois de uma gostosa risada ela finalmente me responde:
- Era jogo de truco! A gente se entusiasma e grita.
 
  Tomei horror ao tal Truco!

  E as pisadas em volta da casa?
  Era o cavalo do vizinho que, vendo o portão aberto, entrou e andou pelo passeio que circundava a casa, procurando capim para comer...

É isso que dá ser medrosa!