Eu aprendi na jornada profissional e da
vida que chefe, pai e mãe têm sempre razão.
Quanto menos discutir com eles, melhor!
Isto faz com que os funcionários e filhos
se "fechem", evitando diálogos e também que se sintam inseguros
quando o "erro" lhes é imputado.
Chegam a ter medo do chefe, pois o
funcionário é sempre o que errou porque não interpretou bem a ordem do chefe
(chefe não erra, sempre tem razão!)
Com os pais é a mesma coisa: por culparem
os filhos, reprimindo-os, provocam o afastamento deles. O filho se fecha,
afasta-se. Muitas vezes por insegurança, o que é uma pena.
A aprendizagem da vida é feita com acertos
e erros. Quando reparamos e corrigimos erros, estamos crescendo, aprendendo e
valorizando os acertos.
Também precisamos ter a sabedoria de escolher
bem o que falar, como falar, e ter a força da sinceridade nos relacionamentos.
Este "saber" traz como
recompensa a admiração, amizade e gratidão!
Quanto menos se magoa, mais fácil fica o
relacionamento.
Quem está com a "razão", muitas
vezes não está com toda a verdade. Mas a razão dá forças para se sentir um
super-homem ou mulher-poderosa, mas, muitas vezes, bem solitários.
Quantas vezes as pessoas assenhoram-se de
nossos planos, idéias e soluções como se fossem seus...
Nunca fiquei aborrecida quando isto
aconteceu, porque eu sabia que a idéia era minha, a inteligência de idealizá-la
era minha, muito minha! E sentia-me realizada por ela ter dado certo!
Um provérbio que aprendi com minha mãe e
que sempre me ajudou na vida profissional:
"Em boca fechada não entra
mosca!" (caiu nos meus ouvidos... morreu!)
Com ele aprendi a conviver, ouvir e calar.
Aprendi a ouvir as reclamações, fofocas do dia-a-dia, com discrição e sem dar
"razões", mas procurando ajudar a resolver os problemas, se fossem
importantes.
Cuidado! Chefe, pai, mãe têm sempre razão.
Só os "idosos" é que não! Que pena...
Mas notem bem: no início da minha vida
profissional tive 2 ótimas amigas e incentivadoras que eram minhas superioras
no trabalho: Dª Suzel e Dª Emma. Diretoras amigas, presentes e estimuladoras,
sabendo elogiar, chamar atenção, ajudar com carinho e competência. Nem eram
"chefes", mas boas companheiras de trabalho! E muito exigentes,
acompanhando o crescimento das professoras e dos alunos com presença constante.
Se tive sucessos, foram espelhados na convivência com estas grandes
educadoras! Com elas aprendi a respeitar e conviver com
chefes e superiores que sempre foram mais que isso: foram amigos e
estimuladores.








