quarta-feira, 20 de junho de 2012

Saudades...


Meus amigos e amigas: 
Imaginem-me sentada debaixo de uma frondosa sibipiruna - bela árvore do Cerrado, coberta de delicadas flores amarelas e com bem-te-vis atrevidos, gorgolejando nos galhos, avisando que estão atentos... "bem-te-vi!", "bem-te-vi!" O solo em volta, coberto de flores silvestres amarelas e azuis, formando um tapete singular. Então sinto-me protegida e abraçada pela beleza e tranquilidade da paisagem.
Quanta paz, quanta harmonia, quanta beleza!

Gostaria de ser poetisa e poder rimar em versos simples estes momentos para lembrar-me sempre deles com saudades.
Saudade, palavra forte, que não nos deixa esquecer! Saudade, palavra doce pelo tempo de nossa convivência.
Saudades da amizade e acolhimento de vocês lendo e comentando as experiências da minha vida que compartilhei, dando-me forças para continuar a escrever minhas memórias e a alegria de sentir que gostaram. Espero que elas tenham contribuído de alguma forma para enriquecer suas vidas!
Sinto-me feliz, pois não estou só: estou no coração de vocês e vocês no meu!
Obrigada! Que Jesus os proteja e os abençoe.
Até breve! Eu voltarei quando sentirem saudades... :)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Palavras... sempre palavras


 Palavras fortes: 
                                   sim
                                             não
Ninguém reclama do sim, mas o não é para desobedecer, irritar, aborrecer e recusar a essência do não, e o não é repetido, repetido...

Palavras fáceis:
                                    ajudar
                                                     emprestar
                                                                             pedir
Quem não está acostumado a pedir, não usa estas palavras e tem dificuldade em usá-las. 
Quem sempre pede já se acostumou e não se envergonha em usá-las; para eles "emprestar" significa "dar" pois sempre se esquecem de devolver.

Palavras inesquecíveis:
                                                  obrigado
                                                                      Deus lhe pague
A pessoa que agradece nos toca o coração, alegrando nossas ações.
É uma pena que são pouco usadas...

Palavras doces: 
                                  filhos
                                               mamãe
                                                               papai
                                                                            amigos
                                                                                           família
Elas preenchem nossas vidas, nos fazem crescer, amar e saber como viver.

Palavras difíceis:
                                    gratidão
                                                       amor
Exigem entrega total, sem mágoas, sem reclamações, aceitando sem querer modificações extremas e valorizando nossa participação em suas vidas.

Palavra animadoras:
                                              sonho
                                                            ideal
Como é bom sonhar! Isto libera nossas tristezas e nos leva a realizar novas ações, preenchendo o dia-a-dia de nossa existência, procurando valorizar e realizar nossos ideais.

Palavras que eu gosto:
                                               nós
                                                       Jesus
                                                                  Maria
                                                                               José
É o que é importante para viver: eu e você(s), nós, sempre, sempre, com a proteção da Sagrada Família.
É não sentir-se só, é ser aparado, amado, protegido e estimulado. 

Isto é saber viver:
O saber viver é usar todas estas palavras com bom senso e equilíbrio, valorizando nossas ações e enriquecendo nossas vidas com mais uma palavra completa em si e importante: 
AMIZADE!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A vida é... um Dia


Meus amigos, viver é uma bênção!
Cada dia é um Dia: sempre com surpresas, problemas, oportunidades, alegrias.
Saibamos separar cada uma e aproveitar os bons momentos para que estes sejam a base de um Dia Abençoado de Vida.
Eu gosto da vida e do dia-a-dia.
O passado, para mim, é mesmo "águas passadas", a corrente do riacho de minha vida segue sempre em frente e só vê o passado nas "curvas", que às vezes dificultam o avanço. Mas sou otimista e procuro amenizar na correnteza as complexidades do relacionamento humano e transformando em experiências os acontecimentos do passado.
No curso das águas mansas da vida, procuro transformar o futuro tão etéreo em oportunidades de realizações, por isto sempre sigo em frente. 
O interessante é que as "curvas" do percurso, ora simples, ora complexas, não deixam o curso da vida chegar à sua foz rápido demais! Benditas curvas...
E um dia é sempre único, nunca igual a outro.
O sol, o céu, a natureza, em cada dia nos mostram aspectos diferentes, apoiando nossos atos, nossas tristezas, nossas esperanças!
Basta olhar o céu, tão lindo, tão acolhedor, para sentir-me aliviada das ansiedades e receber a paz e consolo.
O céu é nosso manto protetor... mesmo nublado, tempestuoso, está abençoando a natureza com suas águas.
A natureza também tem "problemas", pois é Vida e tem o seu dia-a-dia!...
Bendito Dia. Bendita Vida!
Benditos amigos e parentes, que como as margens do riacho, nos protegem e são presenças constantes no curso de nossas Vidas!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Família: Neca querida!


Eu, privilegiada, tenho um "anjo" na minha vida. Amiga, companheira constante e muito querida, alegrando-me e ajudando-me sempre, com muito amor.
Maria - a "Neca". Companheira fiel na educação e acompanhando até hoje a vida de meus filhos. Você é a irmã, a mãe e a Tia Neca na vida deles (e de todos os sobrinhos!)
Como fui feliz quando você, pequena, rechonchudinha, de pernas tortinhas de criança, correu ao meu encontro na casa de minha avó, de braços abertos, sorriso na face, dizendo: "Zia, zia!" e me abraçando afetuosamente, sem querer sair dos meus braços!...
Pronto! Tomou conta do meu coração! Bendita hora!!!
Sua mãe, pensando num futuro melhor, foi para São Paulo e deixou você comigo. Obrigada, meu Deus!
Maria, filha e companheira fiel de mamãe para que não ficasse sozinha, já com todos os filhos casados. E mamãe fazia questão do nome "Mãe Quita", como você a chamava. Você foi uma filha muito querida da Mãe Quita.
Depois, veio ajudar-me a criar os 2 filhos que tive, pois eu lecionava em 3 turnos e não podia ficar em casa. Aí, para André, Evelyne, René e os sobrinhos, virou "tia Neca", lembra-se?
Como me ajudou! Cuidou de nós com desvelo, e também dos sobrinhos quando moraram conosco, amando-nos e enriquecendo nossas vidas.
Maria Neca é o elo de ligação, até hoje, entre todos os irmãos. Com visitas, notícias, presença constante entre todos trazendo-nos sempre também o carinho da própria família que formou. Quero estar presente na suas Bodas de Ouro, a festa da Bodas de Rubi deixou saudades!...
Cuide-se bem! Sua vida é preciosa para todos nós!
Maria, você é meu presente de Deus!
Obrigada Maria! Obrigada meu Deus!

Apresentação bem-humorada nas Bodas de Rubi de Maria e Hércules.

Obrigada Maria: amiga, filha, irmã, tia... anjo enviado por Deus!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Problemas de Coração



Uma vez ouvi de um médico: "O único jeito de não envelhecer é morrer jovem!"
Ainda bem que não sou velha! Tenho idade... isto é, experiência.
Outro dia, acompanhando meu marido René a uma consulta, o cardiologista perguntou-me se eu queria fazer os mesmos exames que ele estava pedindo para o René.
Respondi:
- Não. Obrigada! Infelizmente doença é palavra feminina, e não pode ver médico que logo fica assanhada, aparece e ainda chama as colegas!... Deixe as minhas doenças dormirem sossegadas...
Ele deu uma gostosa gargalhada, claro! Mas mesmo assim pediu os exames (que faço de tempos em tempos), e eu continuo a tomar meus remédios regularmente. 
Então, veio-me à lembrança um fato que ocorreu comigo.
Quando nos mudamos para Uberlândia, antes de 2000, sentia dores no peito e falta de ar. Como ainda tínhamos um bom plano de saúde, procurei um cardiologista do plano. Ele pediu um cateterismo, dizendo que era um exame rápido, sem problema.
Fiz o exame, mas antes de sair de casa rezei para o Santo do dia (que era São Brás), pedindo proteção. Até acendi vela para ele, em agradecimento.
O resultado do exame foi terrível: artérias entupidas, inchadas, triste de se ver!
A família toda ficou preocupada e deram seu apoio total com visitas, telefonemas, amizade, orações e até mesmo oferecendo ajuda financeira, caso fosse necessário.
Mas eu "empaquei", e não quis operar por nada. Sabem por que?
  • Ainda em repouso pós exame no hospital, um tanto tonta, vi ao meu lado minha mãe balançando a cabeça, dizendo "não"! Foi tudo tão rápido e intenso que me marcou a memória para sempre!
  • Observando o exame, notei que a data que constava nele era 13 de fevereiro. Mas o dia do exame tinha sido 3 de fevereiro (dia de São Brás)...
Oras, concluí que aqueles exames não eram meus! Mesmo com meu nome escrito nas folhas.
Procurando outro cardiologista mais tarde, este recomendou-me fazer novos exames, pois achou que meus sintomas eram pouco preocupantes em relação à gravidade da situação apontada pelos exames, e também estranhou a confusão das datas...
O que é incrível é que nunca senti nada, mesmo tanto tempo depois daquela data! É claro que tomo remédio para controlar a pressão e faço exames de sangue (colesterol, etc) com certa regularidade.
Mas, apesar da minha idade, faço de tudo em casa: cozinho, cuido das compras, do René e de todos os compromissos que tenho. Mesmo tendo a ajuda da minha filha, faço muita coisa sozinha, e gosto disto!
E olhe que o René já nos passou 3 grandes sustos: 2 infartos confirmados (teve mais um que foi inconclusivo) e 1 AVC (derrame), agravados por ser diabético. Como felizmente foi atendido a tempo e com eficiência pelos médicos e enfermeiros da Medilar (um plano de saúde exclusivo para atendimentos de emergência), e dos UAIs (unidades de atendimento médico da prefeitura) de Uberlândia, tudo correu bem.
Apesar destes sustos e do desgaste que é cuidar de alguém doente, o que exige atenção integral, tenho saúde, muita energia, gosto de viver. E tudo isso apesar da idade!
E olhe que não sou velha, só tenho muita idade! :) E gosto muito da vida.

Velha é a... ;)

Conclusão: cuide-se, vá a um bom médico, tome os remédios que precisar. Mas confie na sua intuição. Você se conhece melhor que ninguém! 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Verdade! Erros... Razão.



Eu aprendi na jornada profissional e da vida que chefe, pai e mãe têm sempre razão.
Quanto menos discutir com eles, melhor!
Isto faz com que os funcionários e filhos se "fechem", evitando diálogos e também que se sintam inseguros quando o "erro" lhes é imputado.
Chegam a ter medo do chefe, pois o funcionário é sempre o que errou porque não interpretou bem a ordem do chefe (chefe não erra, sempre tem razão!)
Com os pais é a mesma coisa: por culparem os filhos, reprimindo-os, provocam o afastamento deles. O filho se fecha, afasta-se. Muitas vezes por insegurança, o que é uma pena.
A aprendizagem da vida é feita com acertos e erros. Quando reparamos e corrigimos erros, estamos crescendo, aprendendo e valorizando os acertos.
Também precisamos ter a sabedoria de escolher bem o que falar, como falar, e ter a força da sinceridade nos relacionamentos.
Este "saber" traz como recompensa a admiração, amizade e gratidão!
Quanto menos se magoa, mais fácil fica o relacionamento.
Quem está com a "razão", muitas vezes não está com toda a verdade. Mas a razão dá forças para se sentir um super-homem ou mulher-poderosa, mas, muitas vezes, bem solitários.
Quantas vezes as pessoas assenhoram-se de nossos planos, idéias e soluções como se fossem seus...
Nunca fiquei aborrecida quando isto aconteceu, porque eu sabia que a idéia era minha, a inteligência de idealizá-la era minha, muito minha! E sentia-me realizada por ela ter dado certo!
Um provérbio que aprendi com minha mãe e que sempre me ajudou na vida profissional:
"Em boca fechada não entra mosca!" (caiu nos meus ouvidos... morreu!)
Com ele aprendi a conviver, ouvir e calar. Aprendi a ouvir as reclamações, fofocas do dia-a-dia, com discrição e sem dar "razões", mas procurando ajudar a resolver os problemas, se fossem importantes.
Cuidado! Chefe, pai, mãe têm sempre razão. Só os "idosos" é que não! Que pena...

Mas notem bem: no início da minha vida profissional tive 2 ótimas amigas e incentivadoras que eram minhas superioras no trabalho: Dª Suzel e Dª Emma. Diretoras amigas, presentes e estimuladoras, sabendo elogiar, chamar atenção, ajudar com carinho e competência. Nem eram "chefes", mas boas companheiras de trabalho! E muito exigentes, acompanhando o crescimento das professoras e dos alunos com presença constante. Se tive sucessos, foram espelhados na convivência com estas grandes educadoras! Com elas aprendi a respeitar e conviver com chefes e superiores que sempre foram mais que isso: foram amigos e estimuladores.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Família: Pai, Mãe e...


Na minha longa jornada tenho encontrado muitas pessoas que me estenderam a mão, ajudando-me na caminhada.
Entre elas, com muito orgulho, guardo na lembrança seus exemplos: meu querido Pai e minha Mãe guerreira. Sem me esquecer do Dr. Lucas, nosso vizinho, que da janela de seu sobrado, vendo-me dar "aulas" para tocos de lenha, no nosso quintal, fez questão de custear meus estudos com uma bolsa pródiga, que muito me ajudou!

Meu pai, "Seu" Arthur
Meu querido Pai, "Seu Arthur", que morreu ainda jovem de pneumonia (naquela época, sem antibióticos, era chamada de "mal dos sete dias": quem sobrevivia os 7 dias, livrava-se dela, os que não aguentavam, morriam), era muito querido, com muitos amigos que choraram conosco sua morte prematura.

Eu, quando tinha 5 anos, muito interessada, acompanhava as "aulas" do meu pai para meus 2 irmãos mais velhos, orientando-os nas tarefas de casa. Com carinho ensinou-me a ler, a pesquisar nos mapas e dicionários - a minha paixão!
E sabem do que ele mais gostava?
Era de deitar na cama do casal com os filhos ao redor, depois do serviço, e contar estórias do passado, dos amigos e parentes - isto formou um vínculo muito forte entre todos nós.
Quando ele faleceu, em 1935, eu tinha de 7 para 8 anos. E, graças a ele, por já saber ler e escrever, pulei o 1º ano e entrei direto na 2ª série.
Papai era o amigo que nos escutava, incentivava e amava com seu grande coração. Ai, quanta saudade...
Infelizmente, quando jovem, eu tinha inveja das minhas amigas que tinham seus pais, eu também queria o meu!
Mas Dª Maria Julieta Ramos, minha mãe (ou Dª Mariquita, para os íntimos), não nos deixou entregue à tristeza!

Minha Mãe: Dª Mariquita (aos 80 anos!)
Com garra, amor, coragem e competência, criou os 6 filhos, ganhando a vida como professora, "crocheteira" e cozinheira para recepções e casamentos. Sempre ativa, atenta, cobrando nossas faltas e elogiando nossas vitórias.

Dª Mariquita, quanta saudade!...
Uma vez em que eu reclamava por não ter pai, ela me disse:
- Agradeça a Deus! Ele sabe o que faz. Já pensou seu pai viúvo, com 6 filhos com idades enfileiradas, trabalhando fora? Logo arranjaria uma "madrasta" para ajudá-lo na educação de vocês! O que você acha melhor: uma "madrasta" para ajudá-lo na educação de vocês ou a "mãe" que os ama e quer o melhor para vocês?
E olhe só: ela conseguiu! Com esforço e uma boa dose de sacrifício, criou a família, todos formados, casados e somos unidos até hoje!
Obrigada Mamãe, eu te amo muito, muito Dª Mariquita!
E os irmãos são amigos especiais, companheiros e sustentáculos nas dificuldades desta longa jornada.
Sou feliz por ter uma família unida e amiga!